Saiba como as árvores estão totalmente ligadas a você!

Arquivo para a categoria ‘Curiosidades’

Passo-a-Passo: Dicas para cuidar e divertir-se com o verde!

O Árvores Vivas teve enorme alegria e oportunidade em dar algumas dicas de como cuidar, germinar e plantar mais verde em nossas casas e cidades!

Colocamos aqui o link para as matérias produzidas com carinho, pela jornalista Silvana Rosso, e super ilustradas com lindas fotos de Katia Kuwabara e Fabiano Cerchian, que sairam no site do UOL!! Assim todos que querem iniciar o contato com o verde e a natureza, mesmo em pequenos espaços e com poucos recursos, podem se aventurar e divertir-se com a alegria de ver muitas plantas crescerem, florescerem e se multiplicarem!

Passo-apasso plantio de árvores frutíferas em vasos

Passo-apasso plantio de árvores frutíferas em vasos

Cultivando o verde em vasos inusitados - Leve vida para lugares alternativos!

Cultivando o verde em vasos inusitados - Leve vida para lugares alternativos!

Dicas para ver sua árvore nascer e crescer desde uma pequena semente!

Dicas para ver sua árvore nascer e crescer desde uma pequena semente!

 

Aproveitamos também para dilvugar as dicas passo-a-passo do plantio de mini-romã em nosso próprio blog -  clique aqui para ver o slide com as fotos e descritivo! http://arvoresvivas.wordpress.com/2011/12/12/presentear-e-cuidar-da-arvore-do-amor-e-prosperidade/

Ano Novo das Árvores 2012

Em toda lua cheia do signo de aquário é celebrado o Ano Novo das Árvores através da tradição judaica do Tu Bishvat. Em 2012 a data é dia 8 de fevereiro!

É comum neste dia celebrar recebendo amigos, plantando árvores e comendo frutos ancestrais que estão presentes no cultivo a milênios, como: uva, trigo, cevada, figos, romãs, tâmaras, amêndoas, alfarroba e azeitona.

Anteriormente publicamos um artigo sobre este assunto em nosso blog – veja aqui

Convidamos a todos que estão em sintonia com a natureza e as árvores a celebrar esta data em suas casas, com sua família e amigos! Agradecendo toda a riqueza que elas doam para a humanidade e plantando nas suas relações muito amor, carinho, respeito e cuidado!

O Blog do Árvores Vivas abr espaço aqui para que todos possam compartilhar esta celebração, envie seu comentário com link ou fotos para nosso email!!

Feliz Ano Novo das Árvores para todos!!

Saiba mais informações neste artigo publica na Comunidade Shalom

Presentear e Cuidar da Árvore do Amor e Prosperidade

A Romã é uma árvore especialíssima! Além de possuir flores e frutos lindos e encantadores, também é uma das árvores mais antigas cultivadas pelo homem. Ao mesmo tempo ela possui significados e simbologias muito positivas, sendo uma linda opção para presentear seus amigos e pessoas queridas!! Uma ótima opção para presentear com vida, flores, e frutos!!

Abaixo divulgamos algumas dicas de como cuidar e transplantar sua romã!

Aproveite para fazer encomenda da sua romã por email contato@arvoresvivas.com.br

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SIGNIFICADO ROMÃ

Segundo uma antiga crença popular, a romã traz SORTE e PROSPERIDADE. Se você levar na carteira três sementes de romã, “dinheiro nunca há de lhe faltar”.

Este ritual na virada do ano começou nos tempos de Salomão,
o maior dos reis de Israel, filho do Rei David, aproximadamente no século X a.C. Acredita-se que a romã simboliza a prosperidade e a união, pois suas sementes são abundantes e ficam grudadas umas às outras.

A romãzeira é uma árvore milenar, e aparece em textos bíblicos associada às PAIXÕES e à FECUNDIDADE. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios.

Os gregos a consideravam como símbolo do AMOR e da FECUNDIDADE, pois se acreditava em seus poderes afrodisíacos. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ORDEM, RIQUEZA e FECUNDIDADE.

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DICAS DE PLANTIO
PLANTANDO A MINI-ROMÃ EM UM VASO

Separe para o plantio

- 1 saco de terra preparada com composto orgânico
- Pá
- Pedras para drenagem
- Manta geotextil
- Vaso com decoração de sua preferência
- Casca de pinus ou cascalho para acabamento
- Mini-romã

  • A melhor época para plantio da árvore ocorre quando ela está sem flores, nas estações de primavera-verão. Caso ela esteja com flor, faça uma poda de limpeza eliminando a sua maioria, para que ela possa concentrar sua energia no desenvolvimento de novas raízes
  • Verifique se o seu vaso possui drenagem no fundo e escolha pedras maiores que este furo
  • Coloque uma camada de aproximadamente 2 a 5 cm de pedras no fundo
  • Cubra esta camada com um pedaço de manta geotextil
  • É importante que esta manta cubra todas as pedras, subindo um pouco pela lateral do vaso
  • Comece a colocar a terra fértil sobre a manta até que seja suficiente para colocar a árvore no nível do vaso
  • Tire a árvore do vaso plástico com cuidado, segurando o tronco e preservando o torrão com as raízes sem desmanchá-lo
  • Posicione a árvore ao centro do vaso e verifique se ela está nivelada
  • Complete cuidadosamente as laterais do torrão com a terra, e ao finalizar, aperte levemente o torrão para assentá-lo melhor no vaso
  • Na sequência, comece a colocar o acabamento de sua preferência em toda a superfície de terra
  • Para finalizar é muito importante regar abundantemente para promover a pega da árvore
  • A mini-romã é uma árvore que gosta de lugares com sol ao menos 4 horas por dia, e terra úmida, motivo pelo qual é recomendada a rega cerca de 3 vezes por semana
  • É mais indicado escolher um local com insolação adequada e deixar a árvore se adaptar com o movimento do sol, pois a natureza de toda árvore é estar fixa e não mudar de lugar a todo momento
  • Recomenda-se fazer adubação para repor os nutrientes da terra seguindo algumas orientações:
  • Na primavera, o adubo que contém nitrogênio vai estimular a brotação, o crescimento da planta e das folhas;
  • No outono, um adubo com mais potássio vai favorecer o desenvolvimento e fortalecimento das raízes, caule e frutos;
  • Nas espécies floríferas e frutíferas devemos adubar com mais fósforo no início da primavera;
  • Não adube as plantas quando a  terra estiver seca, e sim aproximadamente uma hora após as regas e preferencialmente no final da tarde;
  • Aguarde pelo menos 40 dias antes de reiniciar as adubações na planta recém transplantada;
  • Para adubar afaste ou remova o acabamento da superfície do vaso e incorpore o adubo revolvendo delicadamente a terra mais próxima do perímetro do vaso.

Encontrando o Baobá

Assim como na passagem do ano de 2009 para 2010 fiquei sensibilizada com a presença de uma amoreira; na passagem desta década (2010-2011), a árvore do momento é o BAOBÁ.

Os acontecimentos em torno desta árvore foram simplesmente chegando como os mais belos presentes de Natal da minha vida. A muito tempo, desde o começo do Árvores Vivas, sempre que podia mencionar árvores cuirosas e famosas nas atividades, lembrava do baobá fazendo referência ao famoso Pequeno Príncipe.

No final de 2010 conheci uma pessoa muito especial, que dotada de grande sensibilidade e idéias de vida muito simples, mencionava em todas nossas conversas o Pequeno Príncipe como inspiração, tão forte esta conexão, que dela ganhei de presente o próprio livro, que guardo, leio e releio com muito carinho.

Coincidência ou não, uma das minhas grandes amigas, Chantal, que me conhece desde o momento em que o Árvores Vivas nasceu, quis compartilhar um presente muito especial que recebeu de seu pai, o fruto de um BAOBÁ! No dia em que eu o peguei, a sensação de maternidade e cuidado com o fruto, inteiro e ainda fechado, foi imediata. Levei ele comigo para uma cidade no interior, para abri-lo no último dia do ano. Foi um momento muito especial, onde cada segundo revelava uma surpresa e descoberta, como as fotos abaixo revelam!

Sua estrutura quando aberta me trouxe muitos insights, principalmente o de um senso de nutrição incrível. Todas as suas sementes protegidas por um pó parecido com uma “espuma”  semi-rígida – semelhante ao do jatobá, estão conectadas com o galho da árvore, por onde flui a seiva, através de sensíveis conexões que lembram veias do nosso pulmão.

Conhecendo um pouco mais sobre o próprio baobá, podemos descobrir muitas coisas novas:

  • Sendo um baobá africano, sua espécie mais provável é a Adansonia digitada da família botânica das Malvaceas, por isso parente das paineiras e samaúma brasileiras;
  • Outros nomes populares do baobá são:
    • imbondeiro (Angola, Moçambique, Madagascar e Namíbia),
    • árvore-do-rato-morto (devido à forma como os frutos aparecem),
    • árvore-do-macaco-pão (o fruto faz lembrar a pele do macaco e quando seco faz lembrar farinha de pão),
    • árvore-de-cabeça-para-baixo (os ramos esparsos assemelham-se a raízes) e árvore-de-creme-tártaro,
    • em francês, é conhecida como arbre de mille ans (árvore-dos-mil-anos)
    • em suaíli como Mbuyu, Mkuu hapingwa, Mkuu hafungwa e Muuyu,
    • no entanto em toda a África é conhecida como árvore-da-vida!
  • O fruto do baobá realmente é especial:
    • conhecido na Angola por mukua ou máqua sua polpa seca e comestível, desfaz-se facilmente na boca e o seu sabor é agridoce, sendo rica em vitaminas e minerais. Pode ser tomada como uma bebida fresca quando dissolvida em água;
    • a polpa também é utilizada para a alimentação, em tempos de escassez de comida;
    • possui duas vezes mais cálcio que o leite e é rica em anti-oxidantes, ferro e potássio, e tem 6 vezes mais vitamina C do que uma laranja.

Quando lembramos do baobá, logo pensamos no Pequeno Príncipe. Mais interessante ainda, para nós brasileiros, é pensar que Antoine de Saint- Exupéry insiprou-se conhecendo pessoalmente os baobás no Nordeste. Veja fotos de baobás em Recife e em Natal. Em abril de 2009 seu sobrinho, François d’Agay e plantou um baobá em Itu – fotos do plantio aqui!

2011 – Ano Internacional das Florestas

O ano de 2010 foi marcado por ser o ano internacional da Biodiversidade. Na ocasião, tal campanha criada pela Organização das Nações Unidas, teve como fundamento principal estimular o mundo a agir pela proteção da biodiversidade e ao mesmo tempo poder expressar a importância da biodiversidade para o bem-estar das populações, refletir sobre as conquistas alcançadas até agora para preservar e reduzir o índice de perda da biodiversidade.

Logotipo da campanha de 2010:

 

 

 

 

Em 2011, a ONU deu sequência a iniciativa, intitulando esse período como o “Ano Internacional das Florestas”, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a atual matança de nossas florestas e como isso pode interferir negativamente em nossas vidas. Segundo dados do Pnuma – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as florestas representam 31% da cobertura terrestre do planeta, servindo de abrigo para 300 milhões de pessoas de todo o mundo e, ainda, garantindo, de forma direta, a sobrevivência de 1,6 bilhões de seres humanos e 80% da biodiversidade terrestre. Em pé, as florestas são capazes de movimentar cerca de $ 327 bilhões todos os anos, mas infelizmente as atividades que se baseiam na derrubada das matas ainda são bastante comuns em todo o mundo.

Logotipo da campanha de 2011:

O logotipo do Ano Internacional das Florestas – 2011 é dedicado ao tema “Florestas para o povo”, a fim de exaltar que o compromisso de conservação e proteção das florestas do mundo cabe as pessoas. Cuidar do meio ambiente, objetivar a exploração sustentável da natureza e propor projetos de educação ambiental são ações que precisam ser cada vez mais desenvolvidas e são, dessa forma, os elementos que compõem o logotipo da iniciativa. As florestas são fundamentais à existência da humanidade, pois sua diversidade de plantas oferece diversos nutrientes que são enriquecedores para nossa alimentação, produção de medicamentos além de que estabilizarem o clima do planeta.

CONHEÇA MAIS SOBRE O PLANEJAMENTO DO PROJETO:

O site do Ano Internacional das Florestas


A fim de atingir os objetivos salientados na campanha, a Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas está formulando um site que possuirá: ferramentas interativas audiovisuais, linha para promover o envio de opiniões e diálogo, além de vir a oferecer um calendário de iniciativas nacionais, regionais e internacionais relacionadas com o Ano Internacional das Florestas. Além disso, oferecerá materiais diversos de promoção do Ano, assim como fotografias, vídeos, áudio e PowerPoint. A elaboração do site inclui a criação de um portal dedicado a matérias e notícias relacionadas às florestas de todos os quadrantes do globo terrestre.

Porta-vozes ou mensageiros das florestas

O secretariado do “Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” está selecionando pessoas que ocupem lugares de liderança nas comunidades para atrair a atenção da mídia, dando maior visibilidade à causa das florestas, sensibilizando para aumentar o apoio da população a essa causa.

Concursos Artísticos, Cinematográficos e de Fotografia:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” prevê a organização de eventos on-line para homenagear aqueles que expressem através das artes plásticas, fotografias, filmes e curtas-metragens a idéia de que as florestas são para o povo,. A Secretaria colabora atualmente com museus, cineastas especializados em meio-ambiente, representantes dos meios de difusão e organizações que se preocupam com as florestas, para organizar um grandioso concurso mundial, do qual participem obras, filmes e fotografias que ilustrem o tema do Ano Internacional das Florestas – 2011: “Florestas para o povo “.

Anúncios de interesse público e curta-metragens promocionais:

“A Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre Florestas” produzirá um curta-metragem e alguns anúncios de interesse público, que serão distribuídos em todo o mundo em diversos idiomas, a serem transmitidos pela televisão e outras mídias, incluindo espetáculos teatrais gratuitos em que se possa transmitir idéias e fomentar ações em prol das florestas.

Passeio Verde – Parque da Luz

No dia 12 de fevereiro de 2011, a partir das 9h, foi realizado o “Passeio Verde” oferecido através do HUB Escola de Verão, uma iniciativa que conta com a participação de profissionais de áreas distintas do conhecimento (por natureza empreendedores), que visam promover aprendizado e transformações na sociedade atual. Um encontro com pessoas interessadas em apreciar e conhecer mais sobre as árvores que circundam nosso dia-a-dia.

O local de realização das atividades foi o Parque da Luz em São Paulo, inaugurado em 1825 e que conta com uma grande diversidade de árvores que podem ser apreciadas de ponta a ponta do Passeio. Com o evento, pessoas de todas as idades, interesses e formações profissionais puderam desenvolver um maior aprendizado sobre as árvores, no que se refere a seu valor histórico, informações científicas, apreciar as diversas estruturas de folhas e frutos, e conhecer mais sobre suas conexões com a humanidade, além de outras curiosidades.

Mais ainda, o público que freqüenta o parque diariamente pôde compartilhar com os participantes, um acervo de sementes, frutos e folhagens disponibilizado no interior do parque, que visou propiciar às pessoas momentos de compreensão sobre a importância das árvores, suas características e curiosidades diversas sobre a colheita, comercialização e consumo. Todas essas informações foram transmitidas por meio de folhetos e com explicações dos conteúdos elabroados e pesquisados pelos colaboradores do “Árvores Vivas” que compilaram todas as informações em explicações de fácil entendimento.

Agradecemos a todos que estiveram conosco nesse dia e compartilharam conosco vivências, idéias e aprendizados.

Vejam abaixo as fotos do nosso evento:

Fotos: Primitivo Vegan

Veja mais fotos em nosso grupo no Facebook – Acesse o Grupo do Árvores Vivas clicando aqui!

Exposição Identidade, Natureza e Cerâmica

Identidade, Natureza e Cerâmica A simplicidade dos detalhes nas peças que revelam a diversidade de natureza e cultura de regiões e comunidades tradicionais do Brasil. Sinalizações desde a área de alimentação ao 8o. andar (espaço expositivo), é só embarcar e curtir a viagem!


Exposição no SESC Consolação até 27 de novembro – São Paulo – SP

A sociobiodiversidade brasileira é um dos bens mais importantes da nossa sociedade contemporânea. A necessidade da sua conservação, valorização e desenvolvimento exige de nós um grande esforço de entendimento dos diferentes interesses envolvidos. A exposição identidade, natureza e cerâmica traz este olhar com o objetivo de apresentar, divulgar e refletir sobre a inclusão da perspectiva humana no ambiente natural e sobre as relações socioculturais.

Os biomas brasileiros, Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampas, Pantanal e Zona Costeira, fornecem os materiais naturais e a inspiração para a vida e para a produção de seus habitantes mais próximos, apresentando características e identidade de cada região.

As peças em cerâmica selecionadas representam um recorte do Brasil atual onde remanescentes quilombolas, etnias indígenas, artesãos tradicionais e novos artesãos de cidades do interior, todos, a partir de suas realidades locais, desenvolvem o saber tradicional e artesanal ao modelo individual e coletivo.

Programa de Turismo Social do SESC-SP
As atividades programadas pelo SESC SP para o Dia Mundial do Turismo 2010, se propõem discutir, o papel do turismo como possível agente de conservação ou degradação da biodiversidade no Brasil. Tem como objetivo geral, a elevação da consciência sobre a importância da conservação da diversidade biológica brasileira, promovendo a reflexão sobre sua relação com as práticas turísticas consolidadas no país.

Projeto Árvores Vivas e Projeto Oficina Nômade

A parceria dos projetos Árvores Vivas e Oficina Nômade com o SESC Consolação tem uma grande sinergia com as atividades programadas e compromisso do Programa de Turismo Social do SESC-SP.

O Projeto Árvores Vivas tem como missão promover e desenvolver ações educativas, projetos culturais, paisagismo e produtos que valorizem as árvores e a natureza, promovendo um olhar contemplativo, reconhecimento das árvores de nosso entorno e preservação. O projeto criado pela designer Juliana Gatti propõe a re-conexão das pessoas com as árvores, que acontece a partir de informações de caráter histórico e científico, além de atividades criativas e de sensibilização.

E o Projeto Oficina Nômade é um projeto de pesquisa, criação e desenvolvimento de produtos cuja atuação se dá por meio da valorização dos recursos naturais, da cultura tradicional local e das técnicas artesanais, atuando também na promoção e na divulgação destes conceitos. O projeto, criado pelos designers Christian Ullmann e Tania de Paula, nasceu com o objetivo de identificar, apoiar, divulgar e fortalecer o mercado de produtos comunitários que utilizam de forma sustentável os recursos naturais, valorizando as florestas como fonte de renda e colaborando para a melhoria da qualidade de vida das comunidades envolvidas.

O encontro dos Projetos Árvores Vivas e Oficina Nômade com o Programa de Turismo Social do SESC-SP tem por objetivo, promover a apresentação e divulgação, estimular a produção e uso de produtos artesanais que valorizem características naturais, resgatem aspectos culturais e históricos, valorizem a identidade regional, a cultura local e promovam a geração de renda e o desenvolvimento social e cultural das diferentes regiões do Brasil.

PASSEIO VERDE – Turismo de Árvores em São Paulo

Designer cria turismo de árvores em São Paulo

  • 6 de agosto de 2010

Marici Capitelli

Pode-se dizer que são turistas. E dos mais diferentes: visitam árvores da cidade como se fossem obras de arte. E à frente desses grupos de exploradores urbanos está a paulistana Juliana Gatti Pereira, de 29 anos. Organizadora e idealizadora do que chama de passeio verde, ela mostra durante o roteiro detalhes nas árvores que passam despercebidos para a maioria das pessoas. Um exemplo é o fruto da chichá, árvore encontrada em Perdizes, que tem formato de coração. São informações como essa e não apenas técnicas que ela ensina sobre as espécies durante os roteiros turísticos.

Designer, formada pela Belas Artes, Juliana começou a prestar mais atenção nas árvores há quatro anos. “Alguma coisa”, como ela mesma diz, reacendeu dentro dela trazendo de volta as lembranças das férias escolares em meio a árvores, na casa dos avós em Tietê, interior de São Paulo.

Com o olhar de designer, conseguia identificar nas árvores paulistanas nuances únicas em cada uma das espécies que encontrava pelo caminho. “Eu conseguia perceber a arquitetura das copas e o desenho das folhas.”

Juliana foi estudar Botânica na USP. Fez curso de paisagismo, jardinagem e saiu em busca delas pelas ruas. O resultado é que acabou identificando muitas árvores. Se você quiser saber onde tem ipês, é só perguntar. “Os mais belos, você vai encontrar nos cemitérios.” O amor pelas árvores acabou provocando uma mudança na sua vida profissional. Ela abriu uma empresa sustentável, a Árvores Vivas. Foi a transformação da paixão em negócio. Entre os produtos ecológicos que oferece, estão os passeios verdes. Os grupos são heterogêneos. Num dos roteiros, as crianças fazem broche de folhas que colam na roupa para conhecer a diferença entre manacá e quaresmeira. “Estimulo o contato físico.”

O que ela gostaria para a cidade? “Despertar nos paulistanos a sensibilidade para as árvores.” Para ela, a percepção das espécies que estão no caminho de cada um no dia a dia pode ser uma “meditação no caos de São Paulo”. As árvores, segundo ela, ensinam sobre o tempo. Não o do relógio, mas o tempo das coisas na vida. Afinal, elas se modificam seguindo as mudanças das estações, filosofa Juliana, que organiza em setembro a 1ª semana cultural das árvores, no Parque da Luz.


matéria JT – sábado dia 7 de agosto 2010

caderno metrópole – estadão – 7 de agosto de 2010

Como plantar uma árvore?

Dando sequência aos artigos apoiados pela M2 Investimentos, vamos promover maior proximidade com os detalhes que temos de estar atentos ao realizar o plantio de uma árvore. No entanto, antes de plantar, não se esqueça de escolher a espécie mais adequada ao local de plantio. Para isso, você pode consultar nosso outro artigo Árvore certa, lugar certo.

Caso você opte por plantar em locais públicos ou que não estejam sempre sob seus cuidados, tenha em mente que é mais adequado escolher mudas com no mínimo 1,5m de altura para garantir que as pessoas que frequentam e fazem manutenção destes espaços, realmente identifiquem a presença da árvore, não cortando ela com cortadores de grama ou muitas vezes atropelando com a correria de um jogo ou brincadeiras com cães. Seria muito interessante, neste caso, verificar também se não há uma proposta de reforma do local junto ao órgão público responsável, ou conhecer o projeto que será implantado no futuro para definir o local que a árvore poderá crescer plenamente sem ser suprimida ou sofrer transplantio.

Com essas etapas de observação, reconhecimento do local e espécie definidas… Vamos ao grande acontecimento! Se você já escreveu um livro e teve um filho, você está a um passo de realizar suas três ações para uma vida completa! Mas saiba que, depois da sua primeira árvore plantada, talvez você queria plantar muitas e muitas mais pelo resto de sua vida!!! Não deixe de convidar seus amigos, parentes, filhos e bichos de estimação para fazer parte deste momento!

  • Abrindo o ” berço” para o desenvolvimento de uma nova vida

A abertura de um berço é uma ação importantíssima para o melhor desenvolvimento da sua muda, pois através deste processo você promove a aeração e movimentação da terra na área próxima do torrão, exatamente no espaço onde irão se desenvolver as novas raízes da planta.  Portanto, quanto maior o berço que você puder cavar melhor. Tanto na profundidade quanto no diâmetro, tendo sempre o bom senso de avaliar as possibilidades do ambiente onde está sendo realizado o plantio. Esta terra retirada do local, deverá ser misturada com terra fértil adubada antes de preencher o berço novamente. Também é interessante, promover nas paredes do berço, algumas reentrâncias para que as raízes encontrem pontos de entrada convidativos na terra compactada do terreno.

  • Limpando as raízes, preparando o torrão

Quando a muda está no torrão por algum tempo, ela começa a desenvolver suas raízes naquele espaço determinado e aos poucos elas saem através dos furos de drenagem para achar mais terra e conseguir se desenvolver e absorver mais nutrientes. Estas raízes, que estão para fora do saquinho de muda, podem ser podadas antes do plantio, buscando estimular o crescimento de novas.

Ao retirar a muda do saquinho, é essencial preservar o torrão de terra que protege as raízes já desenvolvidas da muda. Esse cuidado irá promover maior chance de sobrevivência da muda na sua nova casa. Portanto, tenha muita calma e cuidado ao realizar a manipulação do torrão.

  • Alinhando  e estabilizando a árvore em sua nova morada

É muito importante certificar-se que a muda está bem alinhada, firme e fixa no seu novo espaço. Tenha atenção para posicionar o torrão ao centro do berço e alinhar o nível do torrão com o nível do terreno, não encobrindo ou aterrando a área de transição do caule para a raíz – chamado de colo da muda. Esta região da planta é importantíssima manter-se no nível da terra, para garantir a saúde da árvore. Depois, ao completar todo o berço com terra, ajude a fixar o torrão apertando a terra ao seu redor, firmando com os pés ou mãos delicadamente. Por fim, ajude a dar direção para o desenvolvimento do caule de forma ereta amarrando um tutor de bambu ou madeira mais alto que a própria muda.


  • Garantindo a “pega” da sua muda

Sua muda recém plantada passará por um período de adaptação ao novo local. Para ajudá-la a desenvolver suas novas raízes, que são necessárias ao crescimento da árvore, é importantíssimo preocupar-se com a irrigação desta muda semanalmente, principalmente em períodos de clima seco, por aproximadamente 1 ano.


  • Adubação

Quando plantamos diretamente na terra, sem ser sobre laje ou vasos, a planta naturalmente pode criar condições de repor seus nutrientes. No entanto, adubações ao menos anuais podem fazer com que sua árvore fique ainda mais bonita. Dê preferência por adubos orgânicos e naturais como húmus, que pode ser incorporado na terra, na projeção da copa da árvore evitando machucar a raiz. Ou ainda, biofertilizantes que podem ser diluídos em água e regados facilitando a adubação.

  • Podas de direcionamento

Durante o crescimento de sua árvore, ela naturalmente irá brotar novos galhos e irá perder os mais antigos ganhando altura. Algumas vezes será necessário orientar melhor este crescimento com podas que permitam que ela se adapte melhor a um espaço conforme a circulação e ambiente que está inserida. Esteja atento e tenha sempre muito critério e cuidado ao realizar as podas de galhos ainda novos, que farão a árvore sentir menos.
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Todas as fotos que ilustram este artigo foram tiradas em uma das saídas do PEDAL VERDE

Rota do Cambuci em Julho – Taiaçupeba

Convite - Rota do Cambuci - Julho 2010

Convite - Rota do Cambuci - Julho 2010

II Rota Gastronômica do Cambuci

Meio Ambiente, Turismo e Cultura

1º Festival de Inverno de Taiaçupeba

10 e 11 , 17 e 18 de julho

Venha conhecer as delícias preparadas com esse fruto nativo da Mata Atlântica como sucos, sorvetes, mousse, bolos, trufas, geléias, chá, molhos para acompanhamento de carnes, etc. e a já tradicional cachaça curtida com Cambuci. Também serão comercializadas mudas e artesanatos temáticos.

A Rota Gastronômica do Cambuci, uma iniciativa da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, Núcleo Caraguatatuba do Parque Estadual da Serra do Mar, Associação Holistica de Participação Comunitária Ecológica – AHPCE, Instituto H&H Fauser para o Desenvolvimento Sustentável e a Cultura e as Prefeituras Municipais de Rio Grande da Serra, Sto. André – Distrito de Paranapiacaba , Salesópolis, Paraibuna e Natividade da Serra, tem como objetivo resgatar o cultivo e o consumo dessa fruta nativa da Mata Atlântica e endêmica na região, promovendo o desenvolvimento sócio-ambiental e econômico sustentável. Engloba em um único projeto aspectos históricos, culturais, de preservação ambiental , turísticos e de geração de renda.Tem potencial para se constituir como uma alternativa econômica sustentável para os municípios envolvidos através de Arranjos Produtivos Locais.

Jaqueiras salvam vidas em enchente de Alagoas

Matéria da BBC Brasil fala sobre a aflição que os moradores da comunidade Quilombola de Muquém em Alagoas passaram, enquanto esperavam a enchente acalmar e a água abaixar, acomodados nos galhos de duas jaqueiras próximas de suas casas.

Relatos dos moradores sobre a importância destas árvores no momento de maior desespero da comunidade me emocionaram muito e faço questão de compartilhar o link da matéria com os leitores do Blog do Árvores Vivas.

Acessem a matéria clicando aqui.

Cuidem bem das suas árvores, elas podem salvar suas vidas!

Juliana Gatti – Árvores Vivas

Mês do Meio Ambiente tem Passeio Verde no SESC SP

O ÁRVORES VIVAS está preparando encontros especiais no mês de junho com as árvores, áreas verdes e vegetação das redondezas do SESC Santana e Consolação. Teremos a exposição do acervo de elementos das árvores, caminhada de reconhecimento e bate-papo sobre a importância das árvores para nossa cidade e vida!

Para saber mais clique abaixo no link do SESC mais próximo de sua casa, no dia que for mais adequado para sua participação.

SESC CONSOLAÇÃO – DIA 26 DE JUNHO – SÁBADO A PARTIR DO MEIO DIA (12:00)

Temos como objetivo realizar o PASSEIO VERDE, para estimular as pessoas a reconhecerem e apreciarem a natureza e as árvores que já habitam a nossa cidade, ao mesmo tempo que constatamos a falta dela na maioria dos espaços urbanos.  Promovendo troca de informações a respeito das espécies existentes, as mais adequadas para o plantio nas cidades e sensibilizando nosso olhar apreciativo e investigativo para a rica diversidade vegetal de noso país.

Abaixo disponibilizamos o mapa dos arredores do SESC Santana*. Em breve teremos disponível também o mapa do SESC Consolação.

Mapa das Árvores - SESC Santana

Mapa das Árvores - SESC Santana

Compartilhamos abaixo fotos feitas por Luciano Ogura e Anderson Leal que participaram do Passeio Verde. Esperamos vocês lá!

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“O meu jardim Gulbenkian” – fotos na Galeria Virtual

Como alguns dos nossos leitores sabem, recentemente fiz uma viagem a Portugal e foi muito importante no sentido de buscar a conexão com minhas raízes familiares e também no aspecto de ter contato com lindas árvores, vegetações e paisagens bem diferentes da que temos o costume de ver aqui no Brasil.

Uma das visitas que fiz em Portugal foi ao Jardim da Fundação Gulbenkian e lá tive a oportunidade de me encantar profundamente com um paisagismo muito bem planejado e aconchegante. Enviei algumas das minhas fotos para o Observatório do Jardim e tive a felicidade de encontrá-las publicadas na galeria virtual.

Convido todos a visitar o link e conhecer um pouquinho das minhas visões neste belo local.

CLIQUE AQUI PARA VISITAR A GALERIA COM FOTOS DE JULIANA GATTI PEREIRA

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Árvores Vivas no SESC Curumim

more about “Árvores Vivas no SESC Curumim“, posted with vodpod

Nos dias 28 e 30 de abril o Árvores Vivas foi convidado a facilitar o Passeio Verde com as crianças que participam do SESC Curumim na unidade Santana. Depois de ter realizado o mapeamento de algumas espécies em torno da unidade do SESC Santana e ter preparado um mapa com o posicionamento e breve informações das espécies, o trabalho com as crianças do Curumim foi uma consequência natural.

 

Curumins após descobrir a semente "helicóptero" do pau-formiga - foto Luciano Ogura

Curumins após descobrir a semente "helicóptero" do pau-formiga - foto Luciano Ogura

Trabalhamos com a turma da manhã e da tarde somando aproximadamente 90 crianças, conseguindo realizar o trabalho de sensibilização do olhar em relação as árvores e natureza. Contamos com o apoio dos monitores que cuidam diariamente dos processos e atividades do SESC Curumim - Sheila, Alexandre, Mário, Regina, Luciana e Andréia – que foram importantíssimos para que tudo corresse bem! Além de toda equipe da unidade Santana que foi muito receptiva ao nosso trabalho!

 

a textura das folhas de diferentes árvores - foto Luciano Ogura

a textura das folhas de diferentes árvores - foto Luciano Ogura

 

Como será que a árvore é por dentro? - foto Luciano Ogura

Como será que a árvore é por dentro? - foto Luciano Ogura

a árvore, os produtos que elas nos dão e a vida que habita junto dela - foto Luciano Ogura

a árvore, os produtos que elas nos dão e os animais que vivem nela - foto Luciano Ogura

contato com a madeira: cores, densidade, texturas diferentes - foto Luciano Ogura

contato com a madeira: cores, densidade, texturas diferentes - foto Luciano Ogura

Foi um processo muito rico e único com cada uma das turmas que trabalhamos. A diversidade da natureza e das crianças criou o ambiente adequado para conseguirmos promover o maior contato possível com a natureza que vive próxima da unidade SESC Santana e também criar consciência da importância de se cuidar e preservar ainda mais o verde que cada dia mais falta em nossa cidade, país e mundo!

 

balançando e brincando sob a grandiosa falsa-seringueira - foto Luciano Ogura

balançando e brincando sob a grandiosa falsa-seringueira - foto Luciano Ogura

"broches naturais" com folhas de quaresmeiras - foto Luciano Ogura

"broches naturais" com folhas de quaresmeiras - foto Luciano Ogura

Desejamos de coração que as sementes que foram semeadas durante esses 2 dias de atividade, caiam em terreno fértil e aberto da mente e vida das crianças, cresçam com muito carinho despertando um novo olhar e se multipliquem entre os seus familiares e amigos!

Até o próximo Passeio Verde!!!

Nativos e Nativas – conexão com as palmeiras de nosso país

Neste mês de abril, lembramos em muitos dias os valores históricos de nosso país e do nosso planeta

  • 01 – Dia da Abolição da Escravidão dos Índios – 1680
  • 13 . Dia do Hino Nacional -1º Execução do Hino Nacional Brasileiro -1831
  • 15 · Dia da Conservação do Solo
  • 19 · Dia do Índio
  • 21 · Tiradentes
  • 22 · Descobrimento do Brasil
  • 22 . Dia do Planeta Terra
  • 23 · Dia Mundial do Escoteiro

Vendo estas datas comemorativas, logo pensei que seria uma ótima oportunidade de escrever não somente sobre a importância das árvores e vegetação nativa, mas também lembrar um pouco das conexões que tivemos e temos hoje com a natureza de nosso país, começando pelos índios que cuidaram dessa vegetação e natureza tão abundante por ser sua casa, seu sustento e seu equilíbrio. Passando pela colonização e seu efeito de diminuir o valor daquilo que aqui existia, até chegar aos dias de hoje, onde cada vez mais nos lembramos da importância de cuidar do pouco que ainda existe.

Uma grande amiga comentou comigo alguns dias atrás, que nosso país era chamado pelos índios de PINDORAMA (em tupi-guarani pindó-rama ou pindó-retama, “terra/lugar/região das palmeiras”) – terra de muitas palmeiras. Incrível é constatar, a partir de uma observação paisagística, que atualmente pouquíssimas palmeiras nativas são utilizadas nas composições estéticas de paisagismos urbanos, mesmo o Brasil sendo um país que possuí tão grande diversidade de opções. O mercado, como uma conseqüência de nosso processo de colonização, sempre acabou por valorizar mais as espécies de palmeiras e plantas de outros países e hoje encontramos dificuldade em encontrar espécies nativas no mercado e também sofremos com as palmeiras exóticas invadindo nossas reservas de mata e tirando o espaço de multiplicação das nativas. Como é o caso da palmeira seafórtia (Archontophoenix cunninghamii – originária da Austrália) aqui em São Paulo.

maritacas saboreiam jovens frutos de uma palmeira seafórtia, promovendo a dispersão desta espécies de palmeira invasora de nossas matas remanescentes

maritacas saboreiam jovens frutos de uma palmeira seafórtia, promovendo a dispersão desta espécies de palmeira invasora em nossas matas remanescentes

Lembrando de algumas outras palmeiras nativas, posso citar:

Açaí (Euterpe oleracea) – tem origem do nome na língua indígena – Yasaí, significando fruta que chora – devido ao ‘vinho’ que é feito de seus frutos. Nativa da região amazônica até a Bahia é uma das palmeiras que as pessoas acabam conhecendo mais devido ao seu fruto ser tão saboreado em todo o país. Suas folhas são utilizadas para cobertura de casas, para tecer chapéus, esteiras e cestas.

Carnaúba (Copernicia prunifera) – este nome de origem indígena significa: árvore que arranha, devido aos espinhos na base da palmeira. Nativa da região nordeste, é também símbolo do Ceará por sua resistência a longos períodos de seca. As folhas da palmeira carnaúba são revestidas externamente por uma cobertura de cera, que é o principal produto obtido da carnaúba utilizado para encerar e dar brilho. No Nordeste brasileiro, habitações inteiras são construídas com materiais retirados da carnaúba.

Juçara (Euterpe edulis) – Palmeira nativa da Mata Atlântica, o palmiteiro se encontra seriamente ameaçado em seu habitat natural devido à grande exploração para retirada do palmito. Atualmente, embora muitas palmeiras possam ser utilizadas para exploração do palmito comestível, apenas duas espécies dominam o mercado: E. edulisE. oleracea (quase 90% da produção brasileira). Os frutos podem ser consumidos in natura ou em sucos (alto teor calórico). Suas folhas são usadas para confecção de cadeiras. É comumente usado para reflorestamento de áreas degradadas. e

plântulas da palmeira juçara crescendo através de dispersão natural no palmital do Jardim Botânico de São Paulo - Foto Juliana Gatti

plântulas da palmeira juçara crescendo através de dispersão natural no palmital do Jardim Botânico de São Paulo - Foto Juliana Gatti

Buriti (Mauritia flexuosa) – palmeira símbolo do Distrito Federal, dando nome inclusive ao palácio que é a sede administrativa do distrito. Nativa do Amazonas, até São Paulo. Gosta muito de solos alagadiços e suas folhas formam uma copa de linda presença paisagística. Aqui em São Paulo, podemos encontrar um lindo buritizal no Parque da Água Branca, mesmo passando em frente do parque pela Av. Francisco Matarazzo podemos apreciar as linda copas dessas palmeiras. Da polpa de seu fruto, com alto teor de vitamina A e C podem ser preparados muitos alimentos desde geléia até paçoca. Sua amêndoa / semente também é comestível. Da parte interna da sua estipe faz-se farinha e com as fibras das folhas pode se fazer muitos produtos utilitários.

Jerivá (Syagrus romanzoffiana) – é uma palmeira muito utilizada em São Paulo para projetos paisagísticos. Antigamente os índios chamavam o rio pinheiros de Jurubatuba, que significa lugar de muitos jerivás. Seus frutos, são pequenos coquinho que quando maduros ficam com cor amarelo-alaranjada, são muito fibrosos e doces, podendo ser saboreados pelo ser humano e outros animais.

folha de jerivá - foto de Luciano Ogura

folha de jerivá - foto de Luciano Ogura

As palmeiras, como puderam ver, são quase sempre 100% utilizáveis, garantindo muitos benefícios para a vida humana. Por isso neste mês faço um apelo pela vida das palmeiras nativas! Viva! Sempre Forte como a Natureza, como diriam os índios!

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Este artigo é o terceiro artigo da série patrocinada pela M2 Investimentos.

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