Saiba como as árvores estão totalmente ligadas a você!

Arquivo para a categoria ‘Encontro com as Árvores, por Juliana Gatti’

ViagemZenRede conectando Árvores Vivas do mundo!!

Carol Enguetsu Lefevre, Caren Lissa e convidados na Festa de despedida da Carol no Espaço e Viveiro Árvores Vivas

Carol Enguetsu Lefevre, Caren Lissa e convidados na Festa de despedida da Carol no Espaço e Viveiro Árvores Vivas

Menos de um ano atrás três amigas começaram a criar uma rede de conexões com a natureza, a arte e o sagrado das coisas que estão no nosso dia-a-dia e nos nutrem de vida, amor, alegria e inspiração. Em 2012 juntas co-criamos Mandalas da Natureza durante a Festa Junina do Minhocão em São Paulo, celebrando a vida e alimento de 3 plantas tipicamente presentes nas festas: amendoim, araucária que nos trás o pinhão e o milho. Depois desta linda experiência, ficamos mais conectadas praticando juntas Kundalini Yoga e a partir de agora começamos uma série de viagens. Cada uma com seu propósito, mas mantendo nossas conexões:

  • Carolina Enguetsu Lefevre é arquiteta e ilustradora fará registros de sua viagem pelo blog http://enguetsu.wordpress.com/
  • Caren Lissa Harayama é paisagista e também atua como colaboradora nas atividades e ações do Árvores Vivas, Comunidade Ser, Rios e Ruas, voluntária no Pedal Verde e também nas hortas que estão se organizando na cidade.
  • Juliana Gatti Pereira é designer para sustentabilidade e fundadora do Árvores Vivas, nas viagens sempre encontra uma maneira de nutrir sua maior paixão, as árvores e natureza, buscando também suas histórias e conexões com a cultura local.

Carol começou sua jornada no dia 3 de abril e já está vivendo seus primeiros momentos no Centro Zen de Los Angeles. Caren está a caminho de uma linda jornada percorrendo algumas cidades do Japão e parte hoje. Juliana segue em meados de Junho para a Europa. Ao longo das viagem e após elas, todas irão compartilhar olhares, sentimentos e expressões sobre as riquezas e preciosidades que encontrarem. O Blog e redes sociais do Árvores Vivas vai acompanhar de perto oque estas amigas vão observar, sentir e viver com a vegetação, árvores e movimentos da sociedade ligados à natureza!

Juliana Gatti e Caren Lissa Harayama com o cachecol verde na Cica

Juliana Gatti e Caren Lissa Harayama com o cachecol verde na Cica

A cica da foto acima, foi resgatada de uma reforma paisagística de um prédio em São Paulo e hoje ocupa o viveiro sobre laje no centro da cidade no Espaço do Árvores Vivas. Ela é a primeira a ser acolhida pelo cachecol que a Caren irá levar ao Japão, e por onde ela encontrar uma árvore ou planta com história esse cachecol estará junto!!

Abaixo os primeiros registros da Carol direto de Los Angeles.. imagens fresquinhas e vivas!!! Até nossa primavera e ipê estão por lá!

floração de ipês em Los Angeles - foto Carol Enguetsu Lefevre

floração de ipês em Los Angeles – foto Carol Enguetsu Lefevre

floração de primaveras em Los Angeles - foto Carol Enguetsu Lefevre

floração de primaveras em Los Angeles – foto Carol Enguetsu Lefevre

palmeiras Washingtonia em Los Angeles - foto Carol Enguetsu Lefevre

palmeiras Washingtonia em Los Angeles – foto Carol Enguetsu Lefevre

As palmeiras-washingtonia são nativas da Califórnia e podem chegar a 30m de altura. Esta linda visão encerra este primeiro artigo e o início de uma série de referências que vão chegar!!

Quem desejar pode acompanhar a página que acabamos de criar e aos poucos iremos alimentar no facebook: ViagemZenRede

Até breve!!!

Dia Nacional do Café – 24 de Maio

Com o friozinho cada vez mais freqüente, o café é sempre uma ótima companhia! Aproveitando o seu dia especial nesse mês, vamos saber um pouco mais sobre o arbusto que nos fornece o grão desta bebida e ritual tão apreciado pelos brasileiros e muitos outros países e culturas no mundo. O café é, ao lado da cerveja, a bebida mais popular do planeta e possui formas diferentes de ser consumida em cada país.

O cafeeiro (Coffea sp.) é um arbusto da família Rubiaceae e do gênero Coffea, da qual se conhecem 103 espécies e de onde se colhem sementes, o café, para a preparação da nossa mais conhecida bebida com princípio estimulante – a cafeina. O Brasil atualmente é o maior produtor e exportador mundial de café.

Considera-se que o cafeeiro seja originário da Etiópia onde ainda hoje ocorre in natura. Sua cultura é explorada por pelo menos 25 anos e é um forte arbusto ou árvore pequena que chega facilmente a uma altura de 3-3,5 m. Suas folhas, onduladas possuem cor verde-acinzentada quando jovens. As flores brancas e perfumadas surgem em grande quantidade tornando-o também uma planta ornamental. A florada é a fase mais importante do cafeeiro. Ocorre geralmente, entre Setembro e Novembro quando cada galho se torna um bouquet branco com cheiro de jasmim. Alguém já presenciou esse espetáculo?

Seus frutos são de forma ovalada, nascendo verdes mudando para vermelho e depois preto, de acordo com as fases de maturação. Contém geralmente duas sementes envoltas por polpa branca, adocicada. Quando torradas, suas sementes moídas produzem o pó de café.

Andando pelas ruas de São Paulo, no bairro de Higienópolis, encontrei um pé de café que cresceu em um espaço limitado junto de um alfeneiro e coroas-de-cristo. Ele já está na fase de maturação dos frutos, não tive a oportunidade de ver sua floração. Abaixo algumas imagens desse pé que convive com o ritmo e a poluição louca do centro da cidade!

Se você prestar atenção talvez encontre um pé de café no caminho que você faz todos os dias para casa, trabalho, escola… Quem sabe você não encontra algum carregado de frutos e coleta sementinhas para secar e germinar?!

Um ritual esotérico sobre o café é a leitura da borra – cafeomancia, que acreditam revelar informações sobre o futuro daquele que saboreou a bebida. Estas e outras informações sobre tipos de café, o café e a nossa saúde e a história do café podem ser conferidos no site da Associação Brasileira da Indústria do Café.

Na cidade de São Paulo, que cresceu e se desenvolveu economicamente principalmente pela cultura extensiva do café, podemos conhecer pessolamente a MAIOR PLANTAÇÃO URBANA DE CAFÉ DO BRASIL, no Instituto Biológico! Vale a pena a visita!!

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Aqui duas matérias sobre café:

Somos todos um e estamos conectados!

por Juliana Gatti

Somos sensíveis em relação a nossa própria natureza?

Temos empatia por outros seres vivos? Compaixão?

Notamos conscientemente a teia da vida?

Nossa própria existência neste planeta está intimamente ligada a uma rica e complexa rede de conexões de seres animais, minerais e vegetais. Como estamos agindo, no nosso dia-a-dia, para promover a continuidade e fortalecimento destas conexões?

São pequenas atitudes responsáveis e conscientes desta unidade que somos – coerentes com nosso próprio tamanho e quantidades de células que temos no nosso corpo – vivendo neste planeta que também é vivo – que farão a diferença!

Pensando nisto, fiquei muito feliz e emocionada quando assisti pela primeira vez este lindo vídeo que mostra detalhes de um dos processos mais essenciais para a nossa sobrevivência – a polinização!

Você já parou para pensar onde vivem estes pequenos, rápidos e delicados animais que garantem a produção da maior parte dos nossos alimentos?  Muitos deles nas árvores, em meio a vegetação, nas matas ou até mesmo parques e praças da sua cidade!

Exatamente por isso, quando li estes dois artigos de seres humanos – que vivem no meio urbano, mas que desejam ter uma vida mais saudável, bonita e garantir o bem estar não só deles, mas de todo um grupo de pessoas e animais que vivem perto de suas casas – fiquei bastante triste. E por isso compartilho aqui, com todos vocês, a história que eles contaram.

Mariana Santos – germinou, cuidou e criou vínculos emocionais com uma linda árvore, muito especial e querida por toda a sua família. Leia neste link a história da árvore que ela plantou para todos os outros seres humanos da cidade dela! (http://colorindodeverde.wordpress.com/2011/10/31/estamos-duros-demais/)

Márcio Duarte – sempre admirava a vida daquela árvore linda que morava em sua rua, até que semana passada ela deixou de existir. Saiba mais sobre o Despejo do Pau-ferro, no texto que o próprio Márcio também escreveu ao ter que lidar com a partida deste ser vegetal que deixava sua vida mais viva! (http://envolverde.com.br/noticias/despejo-do-pau-ferro/)

Oficina Rios e Ruas – Árvores Vivas – HUB ESCOLA de INVERNO

A HUB ESCOLA de INVERNO – QUAL O FUTURO QUE VOCÊ QUER CONSTRUIR? está acontecendo desde o dia 11 de julho e vai até dia 31 deste mês com uma programação especial de atividades, oficinas, workshops. Os temas trabalhados nesta edição são: Consciência, Inovação e Empreendedorismo. As atividades acontecem no HUB São Pauloveja a localização aqui.

A Hub Escola é um festival de aprendizado concentrado em 3 semanas de atividades relacionadas aos principais temas: Consciência, Inovação e Empreendedorismo. Reúne centenas de pessoas de áreas diferentes que trabalham ativamente para construir o futuro que desejam.

A Hub Escola é um intenso período de oficinas, palestras, desafios coletivos e momentos de reflexão. Tem como objetivo propiciar um ambiente inovador para trocas de conhecimento e aprendizagem. Todos são convidados a organizar atividades e contribuir com o processo de aprendizado. Nesse movimento, o lucro é apenas uma via condutora de idéias, e não o principal fim desejado das relações.

A PROGRAMAÇÃO COMPLETA DE ATIVIDADES ESTÁ AQUI EM PDF

Desta vez o Árvores Vivas participa somando com o Rios e Ruas! Nossas iniciativas buscam juntas ampliar o contato dos cidadãos com a natureza “invisível” das cidades, sensibilizando o olhar, despertando os sentidos para percebermos a riqueza de vida que habita, é forte e presente no dia-a-dia das nossas vidas!

Serão dois dias de atividades:

Serão dois encontros de muita alegria com trocas sobre nossas visões, sentimentos e sonhos para a natureza que queremos ver nas nossas cidades!

Encontrando o Baobá

Assim como na passagem do ano de 2009 para 2010 fiquei sensibilizada com a presença de uma amoreira; na passagem desta década (2010-2011), a árvore do momento é o BAOBÁ.

Os acontecimentos em torno desta árvore foram simplesmente chegando como os mais belos presentes de Natal da minha vida. A muito tempo, desde o começo do Árvores Vivas, sempre que podia mencionar árvores cuirosas e famosas nas atividades, lembrava do baobá fazendo referência ao famoso Pequeno Príncipe.

No final de 2010 conheci uma pessoa muito especial, que dotada de grande sensibilidade e idéias de vida muito simples, mencionava em todas nossas conversas o Pequeno Príncipe como inspiração, tão forte esta conexão, que dela ganhei de presente o próprio livro, que guardo, leio e releio com muito carinho.

Coincidência ou não, uma das minhas grandes amigas, Chantal, que me conhece desde o momento em que o Árvores Vivas nasceu, quis compartilhar um presente muito especial que recebeu de seu pai, o fruto de um BAOBÁ! No dia em que eu o peguei, a sensação de maternidade e cuidado com o fruto, inteiro e ainda fechado, foi imediata. Levei ele comigo para uma cidade no interior, para abri-lo no último dia do ano. Foi um momento muito especial, onde cada segundo revelava uma surpresa e descoberta, como as fotos abaixo revelam!

Sua estrutura quando aberta me trouxe muitos insights, principalmente o de um senso de nutrição incrível. Todas as suas sementes protegidas por um pó parecido com uma “espuma”  semi-rígida – semelhante ao do jatobá, estão conectadas com o galho da árvore, por onde flui a seiva, através de sensíveis conexões que lembram veias do nosso pulmão.

Conhecendo um pouco mais sobre o próprio baobá, podemos descobrir muitas coisas novas:

  • Sendo um baobá africano, sua espécie mais provável é a Adansonia digitada da família botânica das Malvaceas, por isso parente das paineiras e samaúma brasileiras;
  • Outros nomes populares do baobá são:
    • imbondeiro (Angola, Moçambique, Madagascar e Namíbia),
    • árvore-do-rato-morto (devido à forma como os frutos aparecem),
    • árvore-do-macaco-pão (o fruto faz lembrar a pele do macaco e quando seco faz lembrar farinha de pão),
    • árvore-de-cabeça-para-baixo (os ramos esparsos assemelham-se a raízes) e árvore-de-creme-tártaro,
    • em francês, é conhecida como arbre de mille ans (árvore-dos-mil-anos)
    • em suaíli como Mbuyu, Mkuu hapingwa, Mkuu hafungwa e Muuyu,
    • no entanto em toda a África é conhecida como árvore-da-vida!
  • O fruto do baobá realmente é especial:
    • conhecido na Angola por mukua ou máqua sua polpa seca e comestível, desfaz-se facilmente na boca e o seu sabor é agridoce, sendo rica em vitaminas e minerais. Pode ser tomada como uma bebida fresca quando dissolvida em água;
    • a polpa também é utilizada para a alimentação, em tempos de escassez de comida;
    • possui duas vezes mais cálcio que o leite e é rica em anti-oxidantes, ferro e potássio, e tem 6 vezes mais vitamina C do que uma laranja.

Quando lembramos do baobá, logo pensamos no Pequeno Príncipe. Mais interessante ainda, para nós brasileiros, é pensar que Antoine de Saint- Exupéry insiprou-se conhecendo pessoalmente os baobás no Nordeste. Veja fotos de baobás em Recife e em Natal. Em abril de 2009 seu sobrinho, François d’Agay e plantou um baobá em Itu – fotos do plantio aqui!

Passeio Verde – Parque da Luz

No dia 12 de fevereiro de 2011, a partir das 9h, foi realizado o “Passeio Verde” oferecido através do HUB Escola de Verão, uma iniciativa que conta com a participação de profissionais de áreas distintas do conhecimento (por natureza empreendedores), que visam promover aprendizado e transformações na sociedade atual. Um encontro com pessoas interessadas em apreciar e conhecer mais sobre as árvores que circundam nosso dia-a-dia.

O local de realização das atividades foi o Parque da Luz em São Paulo, inaugurado em 1825 e que conta com uma grande diversidade de árvores que podem ser apreciadas de ponta a ponta do Passeio. Com o evento, pessoas de todas as idades, interesses e formações profissionais puderam desenvolver um maior aprendizado sobre as árvores, no que se refere a seu valor histórico, informações científicas, apreciar as diversas estruturas de folhas e frutos, e conhecer mais sobre suas conexões com a humanidade, além de outras curiosidades.

Mais ainda, o público que freqüenta o parque diariamente pôde compartilhar com os participantes, um acervo de sementes, frutos e folhagens disponibilizado no interior do parque, que visou propiciar às pessoas momentos de compreensão sobre a importância das árvores, suas características e curiosidades diversas sobre a colheita, comercialização e consumo. Todas essas informações foram transmitidas por meio de folhetos e com explicações dos conteúdos elabroados e pesquisados pelos colaboradores do “Árvores Vivas” que compilaram todas as informações em explicações de fácil entendimento.

Agradecemos a todos que estiveram conosco nesse dia e compartilharam conosco vivências, idéias e aprendizados.

Vejam abaixo as fotos do nosso evento:

Fotos: Primitivo Vegan

Veja mais fotos em nosso grupo no Facebook – Acesse o Grupo do Árvores Vivas clicando aqui!

Como plantar uma árvore?

Dando sequência aos artigos apoiados pela M2 Investimentos, vamos promover maior proximidade com os detalhes que temos de estar atentos ao realizar o plantio de uma árvore. No entanto, antes de plantar, não se esqueça de escolher a espécie mais adequada ao local de plantio. Para isso, você pode consultar nosso outro artigo Árvore certa, lugar certo.

Caso você opte por plantar em locais públicos ou que não estejam sempre sob seus cuidados, tenha em mente que é mais adequado escolher mudas com no mínimo 1,5m de altura para garantir que as pessoas que frequentam e fazem manutenção destes espaços, realmente identifiquem a presença da árvore, não cortando ela com cortadores de grama ou muitas vezes atropelando com a correria de um jogo ou brincadeiras com cães. Seria muito interessante, neste caso, verificar também se não há uma proposta de reforma do local junto ao órgão público responsável, ou conhecer o projeto que será implantado no futuro para definir o local que a árvore poderá crescer plenamente sem ser suprimida ou sofrer transplantio.

Com essas etapas de observação, reconhecimento do local e espécie definidas… Vamos ao grande acontecimento! Se você já escreveu um livro e teve um filho, você está a um passo de realizar suas três ações para uma vida completa! Mas saiba que, depois da sua primeira árvore plantada, talvez você queria plantar muitas e muitas mais pelo resto de sua vida!!! Não deixe de convidar seus amigos, parentes, filhos e bichos de estimação para fazer parte deste momento!

  • Abrindo o ” berço” para o desenvolvimento de uma nova vida

A abertura de um berço é uma ação importantíssima para o melhor desenvolvimento da sua muda, pois através deste processo você promove a aeração e movimentação da terra na área próxima do torrão, exatamente no espaço onde irão se desenvolver as novas raízes da planta.  Portanto, quanto maior o berço que você puder cavar melhor. Tanto na profundidade quanto no diâmetro, tendo sempre o bom senso de avaliar as possibilidades do ambiente onde está sendo realizado o plantio. Esta terra retirada do local, deverá ser misturada com terra fértil adubada antes de preencher o berço novamente. Também é interessante, promover nas paredes do berço, algumas reentrâncias para que as raízes encontrem pontos de entrada convidativos na terra compactada do terreno.

  • Limpando as raízes, preparando o torrão

Quando a muda está no torrão por algum tempo, ela começa a desenvolver suas raízes naquele espaço determinado e aos poucos elas saem através dos furos de drenagem para achar mais terra e conseguir se desenvolver e absorver mais nutrientes. Estas raízes, que estão para fora do saquinho de muda, podem ser podadas antes do plantio, buscando estimular o crescimento de novas.

Ao retirar a muda do saquinho, é essencial preservar o torrão de terra que protege as raízes já desenvolvidas da muda. Esse cuidado irá promover maior chance de sobrevivência da muda na sua nova casa. Portanto, tenha muita calma e cuidado ao realizar a manipulação do torrão.

  • Alinhando  e estabilizando a árvore em sua nova morada

É muito importante certificar-se que a muda está bem alinhada, firme e fixa no seu novo espaço. Tenha atenção para posicionar o torrão ao centro do berço e alinhar o nível do torrão com o nível do terreno, não encobrindo ou aterrando a área de transição do caule para a raíz – chamado de colo da muda. Esta região da planta é importantíssima manter-se no nível da terra, para garantir a saúde da árvore. Depois, ao completar todo o berço com terra, ajude a fixar o torrão apertando a terra ao seu redor, firmando com os pés ou mãos delicadamente. Por fim, ajude a dar direção para o desenvolvimento do caule de forma ereta amarrando um tutor de bambu ou madeira mais alto que a própria muda.


  • Garantindo a “pega” da sua muda

Sua muda recém plantada passará por um período de adaptação ao novo local. Para ajudá-la a desenvolver suas novas raízes, que são necessárias ao crescimento da árvore, é importantíssimo preocupar-se com a irrigação desta muda semanalmente, principalmente em períodos de clima seco, por aproximadamente 1 ano.


  • Adubação

Quando plantamos diretamente na terra, sem ser sobre laje ou vasos, a planta naturalmente pode criar condições de repor seus nutrientes. No entanto, adubações ao menos anuais podem fazer com que sua árvore fique ainda mais bonita. Dê preferência por adubos orgânicos e naturais como húmus, que pode ser incorporado na terra, na projeção da copa da árvore evitando machucar a raiz. Ou ainda, biofertilizantes que podem ser diluídos em água e regados facilitando a adubação.

  • Podas de direcionamento

Durante o crescimento de sua árvore, ela naturalmente irá brotar novos galhos e irá perder os mais antigos ganhando altura. Algumas vezes será necessário orientar melhor este crescimento com podas que permitam que ela se adapte melhor a um espaço conforme a circulação e ambiente que está inserida. Esteja atento e tenha sempre muito critério e cuidado ao realizar as podas de galhos ainda novos, que farão a árvore sentir menos.
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Todas as fotos que ilustram este artigo foram tiradas em uma das saídas do PEDAL VERDE

Um pouco da história do Árvores Vivas – por Gilberto Dimenstein

São Paulo, quarta-feira, 16 de junho de 2010

 


GILBERTO DIMENSTEIN

De galho em galho


Ela testa uma profissão, ainda não ensinada nas faculdades: guia de árvores num centro urbano


 

A DESIGNER Juliana Gatti anda pelas ruas, seguida por um grupo de curiosos interessados em conhecer as árvores da cidade de São Paulo. Vistos ao longe, eles parecem apenas fazer um passeio turístico. Mas esse é um novo tipo de turismo.

Nessas caminhadas, ela testa uma nova profissão, ainda não ensinada nas faculdades: guia de árvores num centro urbano.


Essa experiência profissional é uma volta à infância e à adolescência, quando Juliana passava quase todas as férias no sítio de seu avô em Tietê, cidade do interior de São Paulo. “Para mim, bastava ficar sentada debaixo das árvores brincando.”

Conseguia até reproduzir um pouco dessa sensação fora das férias. Estudava numa escola (Santa Marcelina) em Pinheiros, onde havia um bosque. Era onde ela gostava de ficar lendo, sentada na terra.

Seguiu a carreira de designer, na qual já fez de tudo um pouco: cenografia, móveis, joias, cartazes, vinhetas para televisão e até roupas. Também chegou a promover eventos.

Foi, entretanto, no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), onde trabalhou na análise de madeiras, que despertou sua curiosidade por conhecer as árvores de que se originava o material que chegava às suas mãos. “Percebi, então, que não conhecia as ár vores da minha própria cidade.”

Percebeu também que quase ninguém conhecia o mínimo da flora paulistana. Resolveu, então, redesenhar sua carreira.


Juliana montou um grupo com um arquiteto, uma paisagista e uma bióloga para formatar os passeios, convidando crianças, adolescentes e pessoas da terceira idade a integrá-lo. Criaram, então, o projeto Árvores Vivas. Escolas e, mais recentemente, unidades do Sesc começaram a chamá-la. Na próxima semana, em companhia de seus alunos, ela vai fazer um reconhecimento da região em torno do Sesc Consolação, onde há um esforço comunitário para plantar árvores.

As caminhadas se converteram num projeto digital. Durante todo o trajeto, são tiradas fotos das árvores tanto pelos alunos como pelos monitores. As centenas de fotos das árvores estão sendo inseridas em mapas na internet. Montou-se um mapa das árvores, facilm ente localizáveis pelo computador. “Descobrimos que poderíamos compartilhar nossas caminhadas.”


Juliana ainda não sabe se vai conseguir manter a sustentabilidade do projeto, mas, pelo menos, está gostando -e muito- do que vem fazendo. “Enfim, acho que descobri minha paixão.” Antes, sentia-se confusa profissionalmente e “pulando de galho em galho”.

Conseguiu trazer para seu trabalho um pouco do sítio de seu avô. Com a diferença de que agora as férias não precisam acabar.


PS- Coloquei na internet (www.catracalivre.com.br) uma coleção de fotografias das árvores vistas nesses passeios.

caderno cotidiano - Folha de S.Paulo - dia 16 de junho de 2010 - De galho em galho - por Gilberto Dimenstein

caderno cotidiano - Folha de S.Paulo - dia 16 de junho de 2010 - De galho em galho - por Gilberto Dimenstein

Leia matéria acima clicando na imagem até que fique legível.

Escute também a matéria na CBN no MAIS SÃO PAULO com Gilberto Dimenstein. Designer cria uma nova profissão: guia de árvores

Acesse também o site do Catraca Livre para ver algumas das fotos.

Participem do PASSEIO VERDE que acontecerá dia 19 e 26 de junho, sábados, das 12 à 15hrs no SESC CONSOLAÇÃO.

portal Catraca Livre - Mapa das Árvores

portal Catraca Livre - Mapa das Árvores

Paulo, quarta-feira, 16 de junho de 2010
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Ela testa uma profissão, ainda não ensinada nas faculdades: guia de árvores num centro urbano


 

A DESIGNER Juliana Gatti anda pelas ruas, seguida por um grupo de curiosos interessados em conhecer as árvores da cidade de São Paulo. Vistos ao longe, eles parecem apenas fazer um passeio turístico. Mas esse é um novo tipo de turismo.
Nessas caminhadas, ela testa uma nova profissão, ainda não ensinada nas faculdades: guia de árvores num centro urbano.

Essa experiência profissional é uma volta à infância e à adolescência, quando Juliana passava quase todas as férias no sítio de seu avô em Tietê, cidade do interior de São Paulo. “Para mim, bastava ficar sentada debaixo das árvores brincando.”
Conseguia até reproduzir um pouco dessa sensação fora das férias. Estudava numa escola (Santa Marcelina) em Pinheiros, onde havia um bosque. Era onde ela gostava de ficar lendo, sentada na terra.
Seguiu a carreira de designer, na qual já fez de tudo um pouco: cenografia, móveis, joias, cartazes, vinhetas para televisão e até roupas. Também chegou a promover eventos.
Foi, entretanto, no IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), onde trabalhou na análise de madeiras, que despertou sua curiosidade por conhecer as árvores de que se originava o material que chegava às suas mãos. “Percebi, então, que não conhecia as ár vores da minha própria cidade.”
Percebeu também que quase ninguém conhecia o mínimo da flora paulistana. Resolveu, então, redesenhar sua carreira.

Juliana montou um grupo com um arquiteto, uma paisagista e uma bióloga para formatar os passeios, convidando crianças, adolescentes e pessoas da terceira idade a integrá-lo. Criaram, então, o projeto Árvores Vivas. Escolas e, mais recentemente, unidades do Sesc começaram a chamá-la. Na próxima semana, em companhia de seus alunos, ela vai fazer um reconhecimento da região em torno do Sesc Consolação, onde há um esforço comunitário para plantar árvores.
As caminhadas se converteram num projeto digital. Durante todo o trajeto, são tiradas fotos das árvores tanto pelos alunos como pelos monitores. As centenas de fotos das árvores estão sendo inseridas em mapas na internet. Montou-se um mapa das árvores, facilm ente localizáveis pelo computador. “Descobrimos que poderíamos compartilhar nossas caminhadas.”

Juliana ainda não sabe se vai conseguir manter a sustentabilidade do projeto, mas, pelo menos, está gostando -e muito- do que vem fazendo. “Enfim, acho que descobri minha paixão.” Antes, sentia-se confusa profissionalmente e “pulando de galho em galho”.
Conseguiu trazer para seu trabalho um pouco do sítio de seu avô. Com a diferença de que agora as férias não precisam acabar.

PS- Coloquei na internet (www.catracalivre.com.br) uma coleção de fotografias das árvores vistas nesses passeios.

Semana Meio Ambiente – CES AlphaVille

Na semana do meio ambiente o Árvores Vivas participou de 2 dias de atividades do Centro de Educação para Sustentabilidade da Fundação AlphaVille.

No sábado, 29 de maio, os visitantes e participantes puderam conhecer o centro que é todo construído com tecnologias ecológicas que promovem o bom uso dos recursos naturais e a reintegração deles na natureza. Todo o projeto e construção do CES foi baseado em conceitos de equilíbrio econômico, social, ecológico e visão de mundo. Quando participei do Gaia Education 2008, tive a felicidade de participar de um mutirão de construção e curso sobre as tecnologias aplicadas no local. Vejam vídeo abaixo com mais detalhes sobre o CES.

Neste dia, o Árvores Vivas expôs o acervo de elementos das árvores com mudinhas e também produtos inspirados na natureza! Na segunda-feira, participamos de um passeio pela mata preservada do CES com 40 crianças do centro de integração de Santana do Parnaíba e na sequência, parte do grupo aprendeu como fazer um terrário de plantas com Silvia Tornieri e os pequenos puderam se divertir desenhando e colorindo a riqueza de diversidade de folhas que coletaram no passeio.

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Nos outros dias do evento, aconteceu também a feira de trocas, palestras sobre sustentabilidade, oficina de reciclagem e várias outras práticas amigas do meio ambiente.

“O meu jardim Gulbenkian” – fotos na Galeria Virtual

Como alguns dos nossos leitores sabem, recentemente fiz uma viagem a Portugal e foi muito importante no sentido de buscar a conexão com minhas raízes familiares e também no aspecto de ter contato com lindas árvores, vegetações e paisagens bem diferentes da que temos o costume de ver aqui no Brasil.

Uma das visitas que fiz em Portugal foi ao Jardim da Fundação Gulbenkian e lá tive a oportunidade de me encantar profundamente com um paisagismo muito bem planejado e aconchegante. Enviei algumas das minhas fotos para o Observatório do Jardim e tive a felicidade de encontrá-las publicadas na galeria virtual.

Convido todos a visitar o link e conhecer um pouquinho das minhas visões neste belo local.

CLIQUE AQUI PARA VISITAR A GALERIA COM FOTOS DE JULIANA GATTI PEREIRA

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Árvores Vivas no SESC Curumim

more about “Árvores Vivas no SESC Curumim“, posted with vodpod

Nos dias 28 e 30 de abril o Árvores Vivas foi convidado a facilitar o Passeio Verde com as crianças que participam do SESC Curumim na unidade Santana. Depois de ter realizado o mapeamento de algumas espécies em torno da unidade do SESC Santana e ter preparado um mapa com o posicionamento e breve informações das espécies, o trabalho com as crianças do Curumim foi uma consequência natural.

 

Curumins após descobrir a semente "helicóptero" do pau-formiga - foto Luciano Ogura

Curumins após descobrir a semente "helicóptero" do pau-formiga - foto Luciano Ogura

Trabalhamos com a turma da manhã e da tarde somando aproximadamente 90 crianças, conseguindo realizar o trabalho de sensibilização do olhar em relação as árvores e natureza. Contamos com o apoio dos monitores que cuidam diariamente dos processos e atividades do SESC Curumim - Sheila, Alexandre, Mário, Regina, Luciana e Andréia – que foram importantíssimos para que tudo corresse bem! Além de toda equipe da unidade Santana que foi muito receptiva ao nosso trabalho!

 

a textura das folhas de diferentes árvores - foto Luciano Ogura

a textura das folhas de diferentes árvores - foto Luciano Ogura

 

Como será que a árvore é por dentro? - foto Luciano Ogura

Como será que a árvore é por dentro? - foto Luciano Ogura

a árvore, os produtos que elas nos dão e a vida que habita junto dela - foto Luciano Ogura

a árvore, os produtos que elas nos dão e os animais que vivem nela - foto Luciano Ogura

contato com a madeira: cores, densidade, texturas diferentes - foto Luciano Ogura

contato com a madeira: cores, densidade, texturas diferentes - foto Luciano Ogura

Foi um processo muito rico e único com cada uma das turmas que trabalhamos. A diversidade da natureza e das crianças criou o ambiente adequado para conseguirmos promover o maior contato possível com a natureza que vive próxima da unidade SESC Santana e também criar consciência da importância de se cuidar e preservar ainda mais o verde que cada dia mais falta em nossa cidade, país e mundo!

 

balançando e brincando sob a grandiosa falsa-seringueira - foto Luciano Ogura

balançando e brincando sob a grandiosa falsa-seringueira - foto Luciano Ogura

"broches naturais" com folhas de quaresmeiras - foto Luciano Ogura

"broches naturais" com folhas de quaresmeiras - foto Luciano Ogura

Desejamos de coração que as sementes que foram semeadas durante esses 2 dias de atividade, caiam em terreno fértil e aberto da mente e vida das crianças, cresçam com muito carinho despertando um novo olhar e se multipliquem entre os seus familiares e amigos!

Até o próximo Passeio Verde!!!

Visitando o Grande Jequitibá

Cerca de dois anos atrás descobri nas pesquisas do mundo internético, a existência de um árvore grandiosa no interior de São Paulo. O PATRIARCA da nossa floresta Mata Atlântica, uma das mais antigas árvores, sobrevivente de nossas matas, o jequitibá-rosa (Cariniana legalis) habitante do Parque Estadual de Vassununga, que fica em Santa Rita do Passa Quatro, pertinho de Ribeirão Preto, no km 245 da rodovia Anhanguera.

 

PATRIARCA da FLORESTA - foto Juliana Gatti

Lá estão preservados seis fragmentos de mata isolados entre si, que representam a transição entre mata atlântica e cerrado. Em seus mais de 2mil hectares de mata – como foi explicado pelo monitor do Instituto Florestal que cuida e mantém esta Unidade de Conservação – existem cerca de 300 jequitibás ainda em pé na região preservada. Nessa mata existe também uma grande riqueza de fauna nativa como um casal de onça-parda, tamanduás-mirim e bandeira, lobo-guará, papagaio-verdadeiro e urubu-rei. Trata-se de uma viagem imperdível para aqueles que admiram a riqueza de nossa biodiversidade!

Esta semana, realizando um trabalho com comunidade da cidade de Serra Azul e São Simão, tive a chance de ir até o Parque e conhecer pessoalmente um pouco desta grande riqueza! Foi um dos momentos mais importantes na minha vida, desde que comecei a conhecer e admirar as árvores… Realmente trata-se de uma das maiores árvores que conheci em toda minha vida… com cerca de 40m de altura e 4 m de diâmetro na base, precisando de aproximadamente 12 pessoas para abraçá-la. Além de ser um monumento vivo, a sua presença é de tirar o fôlego de tão forte e impressionante!

Este sonho só pode ser realizado nesta semana, devido a ajuda da amiga Mariângela que emprestou o carro para irmos lá! Quero deixar aqui meu agradecimento muito especial para ela e para a Rose e a Lourdes que me acompanharam nesta aventura e foram super pacientes com minha paixão pela natureza!!! Fiquem com as belas imagens…

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Nas imagens temos:

  • o registro da visita ao museu do Parque;
  • um disco de madeira de um jequitibá com 144 anos;
  • animais da reserva que morreram na auto-estrada e foram empalhados;
  • a entrada da trilha do jequitibá;
  • nós e o patriarca em vários ângulos;
  • o beija-flor que nos deu o presente de sua presença

Árvore certa, lugar certo

Imagino que deve ser bem antigo o ditado que diz: “Na vida devemos realizar 3 coisas: plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.” Mais do que nunca, sinto as pessoas com uma vontade enorme de realizar a primeira dessas atividades, e com tanta gente querendo plantar, chegamos em um estágio onde é cada vez mais importante e necessário saber o máximo sobre a árvore que escolhemos.

 

Quaresmeira (Tibouchina granulosa) - plantada em calçada sob fiação elétrica.  Ótima opção de árvore paulistana!

Quaresmeira (Tibouchina granulosa) - plantada em calçada sob fiação elétrica. Ótima opção na arborização urbana! Uma árvore tipicamente paulistana!

Plantar árvores é uma equação de bom senso, principalmente quando falamos de plantio em áreas urbanas! O primeiro passo para se chegar a um resultado positivo nesta equação é começar sempre realizando um levantamento do espaço que receberá a árvore quanto aos aspectos de:

  • Insolação
  • Tipo de solo
  • Largura da calçada
  • Fiação elétrica aérea
  • Tubulação subterrânea de serviços
  • Espaço disponível para canteiro
  • Plantio sobre laje, em vaso ou direto no solo
  • Proximidade de edificações
  • Uso do espaço onde será realizado o plantio: passagem de pedestres, área de estacionamento, cercar uma área, etc.

Cada um destes aspectos nos dá base de informações para sabermos como a árvore escolhida deverá ser nas suas características:

  • Porte / altura quando adulta
  • Tipo de raiz quando adulta
  • Largura de copa quando adulta
  • Necessidade de incidência de luz direta
  • Características do solo
  • Necessidades de nutrientes
  • Destaque por suas flores, frutos, folhas ou arquitetura de tronco
  • Nativa da nossa bioregião ou exótica?

Cruzando estas informações com certeza chegaremos a um número mais limitado de espécies encontradas no mercado, que irão satisfazer nossa vontade de realizar um plantio consciente de uma árvore

Além disso, é cada vez mais importante fazer opção por espécies nativas da nossa região geográfica e bioma. Por exemplo, uma árvore nativa do Brasil não é necessariamente nativa de todas as regiões do nosso país. Árvores exóticas são assim chamadas, por não serem nativas da região onde estão vivendo. Em São Paulo, estamos em uma das regiões mais ricas em diversidade de espécies nativas no mundo, mas por falta de conhecimento e disponibilidade no mercado as pessoas acabam optando por pouquíssimas opções de espécies.

 

Figueira (Ficus microcarpa) plantada no canterio central da Av Pacaembu

Figueira (Ficus microcarpa) plantada no canterio central da Av. Pacaembu - uma grande árvore para um grande espaço. As árvores do gênero Ficus, são na maioria das vezes, de grande porte e raízes muito vigorosas. Não são recomendadas para calçadas, jardins sobre laje ou quintais de casas! Além disso, é muito difícil encontrarmos as espécies de Ficus que são nativas, a maioria das espécies encontradas nas cidades são asiáticas!

Ainda na cidade de São Paulo, podemos observar que muitas árvores foram plantadas sem nenhum tipo de reflexão sobre estes aspectos, e esta atitude sem planejamento, pode levar a termos mais tristezas do que alegrias enquanto a árvore cresce.

 

embaúbas - ótima opção paisagística

embaúbas (Cecropia sp.) - são ótimas opções de árvores nativas para arborização de ruas estreitas. Com tronco estreito, de crescimento rápido, pouco exigentes em relação ao solo e raízes muito adaptáveis - excelente idéia para fazer bonito em pouco espaço!

Bons guias trazem informações mais detalhadas sobre as referências de como devemos escolher árvores e plantá-las:

Devemos sempre ter em mente que, quando falamos em aliar o plantio de árvores com a estrutura urbanística de uma cidade, precisamos estar muito atentos aos impactos que este plantio trará e por isso quanto mais informação tivermos antes de plantar, melhor.

 

chapéu-de-sol desconfigurado

Chapéu-de-sol ou amendoeira (Terminalia catappa) é uma árvore de copa larga e grande porte. Devido ao seu crescimento não compatível com a fiação elétrica da cidade, sua copa que é de arquitetura belíssima, foi completamente desconfigurada para adequação ao espaço urbano.

Terminalia catappa

Goiabeira nossa de todo dia!

Vamos apresentar neste artigo escrito a 4 mãos, informações sobre a goiabeira, nossas experiências de vida com essa árvore e o máximo de informações curiosas!

 

goiabeira de Ilha Bela - foto Juliana Gatti

goiabeira de Ilha Bela - foto Juliana Gatti

goiabiera em Ilha Bela - SP - foto Juliana Gatti

Goiabeira em Ilha Bela - SP - foto Juliana Gatti

Por Adriana Sandre

A goiabeira cujo nome científico é Psidium guajava foi alvo de grande parte dos meus estudos na faculdade de Ciências Biológicas, ela é uma árvore graciosa, da família das mirtáceas, semelhante às pitangueiras, jabuticabeiras e ao cambuci. Grande parte dos membros dessa família tem o tronco pardo com algumas descamações mais claras que dão uma beleza singular a estas árvores.

Lembro que desde a minha infância, a goiabeira já fazia parte da minha vida, eu costumava subir em uma delas com uma amiga de bem pertinho de casa, nós passávamos horas lá em cima (na época parecia ser bem alto, risos) olhando as pessoas passarem nas ruas e pensando nas próximas brincadeiras do dia. Recentemente, há alguns meses, comi a minha primeira goiaba, ou melhor dizendo, a primeira goiaba de uma árvore plantada por mim! Foi bem legal!!!

A goiaba, fruto da goiabeira, além de ser deliciosa, tem inúmeras propriedades medicinais, por ser rica em vitamina C e antocianinas, importantes antioxidantes que combatem os radicais livres no nosso corpo. A fruta possui também vitamina B1, B2, B6 e vitamina A, que faz bem à vista e conserva a saúde da pele. Sabe-se atualmente que a goiaba branca tem mais vitamina C que o limão!!! Pelo elevado teor de vitamina C, a goiaba, durante a Segunda Guerra Mundial, foi utilizada como suplemento na alimentação dos soldados nas regiões frias, pois aumentava a resistência contra as afecções do aparelho respiratório.

Goiabas no pé - foto de Luciano Ogura

Goiabas no pé - foto de Luciano Ogura

A goiabeira tem uma resposta interessante a alguns poluentes atmosféricos, ela pode indicar a presença de ozônio na atmosfera, por apresentar na presença deste, manchas avermelhas na parte superior (adaxial) das folhas mais velhas. O ozônio em excesso na superfície terrestre pode ocasionar problemas à saúde e a goiaba pode ser uma planta que auxilia na bioindicação dele na atmosfera.

folhas de goiabeira - foto de Luciano Ogura

folhas de goiabeira - foto de Luciano Ogura

 

textura do tronco de uma goiabeira no Memorial da América Latina - foto Juliana Gatti Pereira

textura do tronco de uma goiabeira no Memorial da América Latina - foto Juliana Gatti Pereira

Por Juliana Gatti Pereira

 As goiabeiras são uma das árvores mais belas que conheço. Todos os seus aspectos morfológicos apresentam uma delicadeza e beleza especiais. O tronco além de possuir cor e manchas muito características também possui brilho e um toque liso e macio. Muitas vezes o seu crescimento desenvolve uma harmonia na arquitetura de seus galhos que é de tirar meu fôlego. Não me lembro das goiabeiras na minha infância, elas são mais presentes recentemente… Existem algumas que sempre aprecio quando estou no meu caminho de casa para o trabalho aqui em São Paulo. Outras duas que conheci em viagens, me passaram uma energia muito feminina e leveza.

Eu e uma das goiabeiras mais lindas que já conheci

Eu e uma das goiabeiras mais lindas que já conheci

goiaba branca madura - foto Juliana Gatti Pereira

goiaba branca madura - foto Juliana Gatti

Reparando com mais atenção no detalhe, as folhas da goiabeira possuem nervuras bem marcadas dentro de seu formato arredondado, criando sustento adequados, da mesma forma que um esqueleto. E as flores então? São delirantes… Quem já teve a oportunidade de ver bem de pertinho uma flor de goiabeira, sabe bem como são belas e surpreendentes lembrando um “pom-pom” de brinquedo com seus diversos estames. Li recentemente em um dos livros aqui no escritório, que as pétalas de goiabeira são comestíveis e mantém o perfume quando colhidas logo no amanhecer… Alguém já experimentou?

 

Flor da Goiabeira - Parque da Aclimação - Foto por Luciano Ogura

Flor da Goiabeira - Parque da Aclimação - Foto por Luciano Ogura

Outra curiosidade que descobri, é que o nome goiaba é derivado de coyab que em tupi significa “sementes aglomeradas”. Justamente por ter tantas sementes é que esta árvore possui uma dispersão tão ampla e sempre podemos encontrar uma goiabeira pertinho de nós!! Também é sabido que os incas utilizavam a madeira da goiabeira para diversos ornamentos e os primeiros indícios de cultivo da goiabeira estão no México , no início da Era Cristã.

FICHA TÉCNICA

  • nome científico: Psidium guajava
  • família: Myrtaceae
  • origem: México, Colômbia, Peru e algumas referências também dizem Brasil
  • porte: de 2 a 10 m de altura
  • cuidados: planta de clima quente e solo bem drenado, adora umidade
  • cultivo: propagação por sementes e começa a produzir no primeiro ano de vida

Primeira Árvore do Ano – AMOREIRA

Passei meus primeiros momentos do ano muito próxima de uma amoreira. Ela estava tão bonita que não pude deixar de admirá-la!

Logo quando acordei hoje, veio uma vontade enorme de escrever sobre amoreiras e logo fui pesquisar informações nos meus livros. Lembro da minha infância quando passava horas incontáveis comendo as pequeninas frutinhas saborosas sob os três pés de amora que existiam no sítio do meu avô, quase sempre descalça. Tingia meus pés, boca e mãos, de roxo e vermelho como se fosse sangue… Morria de rir, brincando com a família ameaçando sujar a roupa com as mãos tingidas… Tenho ainda uma foto bem novinha, com cerca de 3 anos, que estou com minha melhor amiguinha – Paula – as duas com botas de galocha sentadas no chão da varanda, com as bocas, pés e mãos todos roxos de tanto comer amoras… Vou tentar achar essa foto e colocar aqui depois!

A amoreira (Morus sp.) é uma árvore muito especial, da família botânica Moraceae – a mesma do gênero Ficus - possui inúmeras propriedades terapêuticas relacionadas ao consumo de suas folhas e frutas, alguns deles: anti-inflamatória, anti-oxidante, calmante, cicatrizante, diurética, expectorante, hipoglicêmica, laxante e revigorante.

O nome Morus, do latim mora, quer dizer “demora” – possivelmente por sua brotação tardia, somente após o fim do inverno em países de clima frio. Eu pessoalmente, gosto de pensar no nome amora relacionado ao amor, especialmente na noite de ano novo, inspirando amor a todos nós que estávamos diante dela à meia-noite!

Árvores resistentes, germinam e crescem espontâneamente por ter suas sementes dispersas pelo vento e por pássaros. Também podem ser enraizadas a partir de estacas. É originária da China, pode atingir até 10m de altura, e as duas espécies mais conhecidas são a Morus nigra (amora-preta) e a Morus alba (amora-branca). Na maioria das vezes são árvores dióicas, produzindo flores de sexo masculino e feminino separados. Há também a amora vermelha (Morus rubra). É facilmente encontrada também nas ruas da cidade de São Paulo, e possivelmente em muitas cidades de todo o mundo. Na época de frutificação é muito comum encontrar pessoas saboreando seus doces frutos na rua… linda imagem!!!

A cultura do bicho-da-seda está diretamente relacionada a existência e disponibilidade de amoreiras – especialmente a variedade branca, pois são dos brotos de suas folhas que eles se alimentam. Os romanos acreditavam que a seda era um produto das folhas das amoreiras, pois não entendiam o que fazia o bicho-da-seda. Muito tempo depois de sua cultura ser introduzida em Constantinopla, o rei James I da Inglaterra queria que o país se tornasse independente na produção de seda e, erroneamente, plantou muitas mudas de amoreira-negra, inclusive nos terrenos onde hoje é o Palácio de Buckinghan, antes chamado Mulberry Garden.

Em outros idiomas amoreira escreve-se:

  • Alemão – maulbeerbaum
  • Espanhol – moral
  • Francês – murier
  • Inglês – mulberry tree
  • Italiano – gelso

As amoras eram muito apreciadas em Chipre e no Egito. Também nas festas romanas dedicadas a Minerva (deusa romana equivalente a Atena - deusa grega). A árvore está ligada a mitologia dos jovens Píramo e Tisbe, pois a cor dos frutos é relacionada com o sangue dos jovens apaixonados. As famílias inimigas não aprovavam a união, um dia decidiram fugir e marcaram o encontro sob uma amoreira. Tisbe chega primeiro ao local e encontra uma leoa com a boca ensaguentada da caça recente, com medo foge e perde seu véu que é rasgado pela leoa. Quando Píramo chega e vê o véu manchado e dilacerado, crê que sua amada morreu e atravessa seu peito com a espada. Tisbe então volta e vendo seu amor morto também se mata com a mesma espada. O sangue jorrado pela morte tinge os frutos de amora brancos, que depois deste acontecido passam a ser vermelhos.

Ah, só para confirmar melhor, existem diversas outras espécies que recebem o nome popular de amora. Uma das mais citadas, diferente da Morus sp. seria a Rubus sp. que é da família das framboesas e cultivada comercialmente para a produção do fruto.

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