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Wangari Maathai – Uma mãe para as árvores

Cerca de um mês atrás um grande amigo – Matias Mickenhagen, autor do blog Psico Ambiental – enviou esta notícia para divulgar entre os visitantes do blog do Árvores Vivas…

Líder ambiental e Prêmio Nobel da Paz em 2004 por sua luta em defesa da natureza, a queniana Wangari Maathai é a mulher mais “neutralizada” do mundo. Seu grupo, o Green Belt Movement, já plantou mais de 45 milhões de árvores nos últimos 30 anos. Em entrevista, Wangari, que acompanhou em Copenhague a discussão do clima, defende o plantio de árvores como forma de lutar contra o aquecimento e alerta para o perigo de o mundo enfrentar cada vez mais guerras ambientais, como as que já se desenrolam na África, pondo em risco a segurança global. “Quando os recursos se tornarem escassos, as pessoas vão lutar por qualquer coisa que tenha restado.” – O Globo, 21/12, Ciência, p.25.

Conheci o trabalho de Wangari aprofundando o conhecimento sobre as árvores que busco desenvolver desde o fim de 2006. Suas ações, projetos e história sempre me inspiraram muito.  Também encontrei uma matéria especial sobre ela no site do Planeta Sustentável

Para quem quiser colaborar com o Árvores Vivas e saber mais sobre a Wangari, indicamos esses dois livros encontrados na Livraria Cultura. Comprando através de nosso link, você colabora com a manutenção de nosso blog e nossas ações.

Livro da Editora Nova Fronteira com 375 páginas

Autora: MAATHAI, WANGARI

Sinopse: Bióloga ligada ao movimento ambientalista e atualmente ministra assistente do Meio Ambiente do Quênia, ela mostra que tem outras qualidades além de sua ferrenha determinação pela preservação do planeta. Boa contadora de histórias, Wangari conduz o leitor por uma África em transição desde a infância, numa era colonial, até o novo milênio no qual globalização é a palavra de ordem. De uma sociedade tribal dominada pela oralidade a um país em busca da identidade moderna, sem esquecer tradições do passado.

Livro da Editora RUDOLPH STEINER PR com 117 páginas

EM INGLÊS

Parque Estadual da Cantareira – Cinturão Verde

vista pedra grande

No primeiro semestre de 2007, por ocasião de estudos, como aluna ouvinte, da disciplina de Desenho Ambiental na pós graduação da FAU-USP, ministrada pela Profª. Drª. Maria de Assunção Ribeiro Franco, participei de um levantamento de dados sobre a Serra da Cantareira. Fazendo parte de um grupo de alunas especiais, mestrandas e doutorandas (Camila Ujikawa, Mônica Hoera, Mirtes, Fabíola) pude aprender muito com a experiência de todas elas e me encantar com as informações históricas e com o próprio parque que possui grande valor ambiental para a nossa sociedade.

mapa pq cantareira mapa entrada parque e horto

Uma das nossas metas de trabalho, era propor ações para a Zona de Amortecimento da Serra, evitando maior degradação, amenizando o contraste entre o verde e o cinza, e consequentemente diminuindo a perda de área da mata nativa preservada. Para isso, realizamos visitas in loco e o que mais me marcou foi o enorme contraste entre o concreto da cidade e o verde preservado da Serra. Os bairros e ruas próximas possuem pouquíssima arborização! Também fiquei assustada com a quantidade de prédios e condomínios que estão construídos no local. Perceber e refletir sobre essas questões, buscando estimular maior reconhecimento deste “pedaço de céu” que temos aqui em São Paulo, resolvi publicar este post especial sobre o Parque Estadual da Serra da Cantareira. E convidá-los, claro, a visitar e admirar esse espaço encantador…

Um pouco de história:

‘Cantareira foi o nome dado à serra pelos tropeiros que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos séculos XVI e XVII, por causa da grande quantidade de nascentes e córregos encontrados na região. Naquela época era costume armazenar água em jarros chamados cântaros, e chamavam-se “cantareira” as prateleiras onde os cântaros eram guardados.’

Considerada uma das maiores florestas urbanas do mundo, a Serra da Cantareira fica a manos de 20km do centro da cidade. Conta com quatro núcleos de visitação: Pedra Grande, Engordador, Águas Claras e Cabuçu (em fase de implantação).

identificação araucária dossel

pinha textura folhas araucária

No Núcleo da Pedra Grande pode-se fazer a trilha até o mirante que fica a 1.010m de altitude, de onde pode-se observar a cidade de São Paulo. Em dias de céu limpo, conseguimos ter uma noção da imensidão deste lugar!

É perceptível para todos que visitam o parque a diferença do clima, sensação térmica, qualidade do ar, umidade… Que bom seria se houvesse um corredor verde arborizado que cruzasse toda a cidade de São Paulo e nos levasse para esses parques que funcionam como os pulmões filtrantes de tanta poluição!

Também encontrei no parque diversos exemplares que inspiram nas cores, texturas e harmonia com o ambiente…

colorido oco da árvore ca�da inspiração na natureza

borboleta cobra cipó

Conheça mais informações sobre a Serra e o Cinturão Verde:

O Cinturão Verde da Cidade de São Paulo – Instituto Florestal

Serra da Cantareira – Wikipédia

Parque Estadual da Cantareira – Instituto Florestal

Parque Estadual do Horto Florestal

Veja algumas matérias que saíram na mídia sobre a Serra da Cantareira:

Em SP, Cantareira pode ter cinturão verde de 95 km

Carta do Secretário Eduardo Jorge sobre as matérias publicadas

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